{"id":582,"date":"2019-07-12T08:02:41","date_gmt":"2019-07-12T11:02:41","guid":{"rendered":"https:\/\/romulofelippe.com\/portal\/?p=582"},"modified":"2019-07-12T08:02:41","modified_gmt":"2019-07-12T11:02:41","slug":"leiam-com-o-coracao-e-permitam-se-viajar-nas-paginas-dos-meus-livros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/romulofelippe.com\/?p=582","title":{"rendered":"\u201cLeiam com o cora\u00e7\u00e3o e permitam-se viajar nas p\u00e1ginas dos meus livros&#8230;\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Autor realiza bate-papo com o Blog Liter\u00e1rio LostWords e fala de como foi o come\u00e7o liter\u00e1rios e a perspectiva dos projetos futuros<\/p>\n<p>Pelo blog LostWords<br \/>\n(Rio Grande do Sul)<\/p>\n<p>LostWords: Como voc\u00ea percebeu que queria ser escritor?<br \/>\nRomulo Felippe: Nasci em uma cidade interiorana, que ao mesmo tempo expunha uma cultura pulsante e um nome forte para a l\u00edngua portuguesa: Rubem Braga, nosso maior cronista. Morava a algumas centenas de metros da Casa dos Braga (antigo casar\u00e3o da fam\u00edlia transformado em museu e biblioteca). Ali, desde garoto, devorava todos os livros que vinham pela frente: de Umberto Eco a Euclides da Cunha; de Drummond a Manuel Bandeira. Desde novo sabia que viveria da escrita, e assim o fiz atrav\u00e9s do jornalismo, j\u00e1 que aos 13 anos passei a trabalhar meio expediente em um jornal semanal local. Antes disso, inclusive, eu rabiscava poemas e \u201ccroniquetas\u201d. L\u00e1 se v\u00e3o mais de 30 anos dedicados \u00e0s reda\u00e7\u00f5es. Meu destino estava aparentemente tra\u00e7ado, mas levei algumas d\u00e9cadas para, enfim, voltar-me \u00e0 literatura. E aqui estou lan\u00e7ando meu terceiro livro nos pr\u00f3ximos dias, o romance \u201cO Farol e a Tempestade\u201d, pela editora Novo Conceito. Os planos liter\u00e1rios s\u00e3o muitos&#8230;<\/p>\n<p>Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por qu\u00ea? O que ele significa para voc\u00ea?<br \/>\nInteressante como os protagonistas dos meus livros (e acho que isso \u00e9 inevit\u00e1vel) carregam um pouco de mim. Bastian Neville, personagem principal do \u201cMonge Guerreiro\u201d, \u00e9 um dos meus preferidos. Seja pela dor que carrega assim como pela busca de reden\u00e7\u00e3o. \u00c9 brutal e d\u00f3cil ao mesmo tempo. Em rela\u00e7\u00e3o ao meu novo lan\u00e7amento, vejo Sam Jones \u2013 protagonista de \u201cO Farol e a Tempestade\u201d ao lado da bela Anne \u2013 como um exemplo de soerguimento humano. Mas de toda forma amo cada um dos personagens que crio, mesmo os malvados rsrsrs.<\/p>\n<p>Como foi para voc\u00ea entrar no mundo liter\u00e1rio?<br \/>\nNada f\u00e1cil. O autor brasileiro \u00e9 antes de tudo um forte. Nossos caminhos s\u00e3o mais cru\u00e9is do que os de autores ingleses e americanos, por exemplo. Entretanto, entrei com todas as minhas for\u00e7as internas no meio liter\u00e1rio \u2013 isso depois de tr\u00eas d\u00e9cadas dedicadas ao jornalismo. Fui (e estou) galgando degrau por degrau. E logo percebi as portas se abrindo, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. Ter publicado meu livro na Europa, em uma gigante editorial, \u00e9 um sonho indescrit\u00edvel. E integrar o time da Novo Conceito \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>Voc\u00ea faz muitas pesquisas antes de escrever uma hist\u00f3ria?<br \/>\nSou um pesquisador nato e meus livros exigem isso. Para compor o Monge, por exemplo, visitei mais de 50 castelos e vilas medievais no Velho Mundo. Eu sabia que, de alguma forma, precisava transportar os leitores para a Idade M\u00e9dia. E assim o fiz, segundo cr\u00edticos e afins. Para escrever um infanto-juvenil como Reino dos Morcegos tive que me debru\u00e7ar sobre a vida desses mam\u00edferos voadores, e fiquei encantando pelo quanto s\u00e3o importantes para o equil\u00edbrio da natureza. E, por fim, o Farol me exigiu um esfor\u00e7o extra \u2013 afinal \u00e9 o meu primeiro romance. Atualmente estou pesquisando, e muito, para escrever o drama \u201cP\u00e1ssaros Negros na Neve\u201d, com previs\u00e3o para ser lan\u00e7ado pela Novo<br \/>\nConceito ainda em 2019.<\/p>\n<p>Existem muitas cobran\u00e7as por parte de seus leitores?<br \/>\nDe forma alguma. O que os meus leitores e leitoras fazem, e de maneira maravilhosa, \u00e9 estimular a escrita dos pr\u00f3ximos projetos. E isso \u00e9 o combust\u00edvel para qualquer escritor: o retorno positivo daqueles que leem as suas obras. Sempre lhes digo, quando poss\u00edvel: leiam com o cora\u00e7\u00e3o e permitam-se viajar nas p\u00e1ginas dos meus livros. Esse \u00e9 o esp\u00edrito. S\u00e3o os melhores leitores do mundo!!!<\/p>\n<p>Fale um pouco sobre sua forma de cria\u00e7\u00e3o&#8230; tem alguma mania na hora de escrever?<br \/>\nQuando surge uma grande ideia para um livro, e isso vem quando menos se espera \u2013 como em um passeio com a esposa pelos Alpes italianos, por exemplo, nascendo dali a inspira\u00e7\u00e3o de P\u00e1ssaros Negros na Neve, ou mesmo durante uma caminhada \u2013 o que fa\u00e7o em seguida \u00e9 anotar todas as possibilidades para o livro. Depois, fa\u00e7o a estrutura\u00e7\u00e3o dos cap\u00edtulos (o que n\u00e3o quer dizer que ser\u00e1 como o que foi rabiscado&#8230;) e por \u00faltimo lan\u00e7o-me na pesquisa. Uma vez posto tudo isso em ordem, coloco-me a escrever. Eu o fa\u00e7o de manh\u00e3zinha, com o dia nascendo, e de forma dedicada e persistente. Sou muito disciplinado no transcurso da escrita, sem folga dia algum da semana. S\u00e3o tr\u00eas horas por dia de escrita. Isso faz com que o livro esteja pronto \u2013 \u00e0 parte a revis\u00e3o \u2013 em cerca de tr\u00eas meses. Gosto de escrever em locais com vista, e n\u00e3o em ambientes fechados. Sinto que preciso abrir a minha mente nesses momentos.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o seus projetos para um futuro pr\u00f3ximo?<br \/>\nEm fins de novembro relancei Monge Guerreiro e lancei Reino dos Morcegos (ambos em capa dura) pela editora paulista Cavaleiro Negro. Em dezembro participei da antologia Entre Monstros e Drag\u00f5es, da Chiado Books, em Portugal, como autor convidado \u2013 como o \u00fanico autor n\u00e3o portugu\u00eas. Em fevereiro lancei Il Guerriero Templare na Europa, atrav\u00e9s da Newton Compton Editori. Agora em abril lan\u00e7amos O Farol e a Tempestade, pela Novo Conceito, com grande expectativa. Para fins de 2019 teremos P\u00e1ssaros Negros na Neve, tamb\u00e9m pela NC. E, espero, com lan\u00e7amentos na Europa e Estados Unidos. E para 2020, quem sabe, mais dois romances. Vem boas hist\u00f3rias por a\u00ed, prometo!<\/p>\n<p>Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?<br \/>\nPrimeiro quero parabenizar o seu trabalho. Levar a paix\u00e3o pela leitura a milhares de leitores \u00e9 uma d\u00e1diva digna de muitos aplausos \u2013 e o Lost Words faz isso muit\u00edssimo bem. E para meus leitores, e inclusive os que ser\u00e3o, deixo aqui o meu agradecimento especial. Podem dar uma chance de leitura ao Farol, e aos meus demais livros, que, tenho certeza, essas obras os levar\u00e3o para universos incr\u00edveis al\u00e9m do nosso. Sabem por que? Porque eu humildemente escrevo com a alma e o cora\u00e7\u00e3o. Sei que uma leitura s\u00f3 valer\u00e1 a pena se o leitor sentir-se inserido no livro, sentindo o pulsar card\u00edaco dos pr\u00f3prios personagens.<\/p>\n<p>Sobre o Autor:<br \/>\nMeu nome \u00e9 Romulo Felippe. Tenho 44 anos. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim e radicado em Vit\u00f3ria h\u00e1 uma d\u00e9cada. Sou jornalista e escritor. Iniciei no jornalismo impresso aos 13 anos, com meu primeiro emprego na reda\u00e7\u00e3o do semanal O Brado, em Cachoeiro. Antes disso j\u00e1 redigia minhas cr\u00f4nicas e versos. De l\u00e1 para c\u00e1 atuei, tanto como rep\u00f3rter quanto editor ou diretor de reda\u00e7\u00e3o, em mais de uma d\u00fazia de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o \u2013 incluindo a TV Gazeta Sul (aos 17 anos de<br \/>\nidade). Trabalhei em jornais como O Dia, na \u00e9poca com um milh\u00e3o de exemplares di\u00e1rios, e fiz coberturas jornal\u00edsticas em mais de 20 pa\u00edses. Acumulo, assim, mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s reda\u00e7\u00f5es. Atualmente, sou Diretor de Reda\u00e7\u00e3o das revistas Viver! (Cachoeiro) e Caminh\u00f5es, uma das maiores do segmento na Am\u00e9rica Latina. Coordeno uma equipe de jornalistas que trabalha nessas revistas.<br \/>\nNa literatura, lancei o meu primeiro livro \u2013 \u201cMonge Guerreiro\u201d \u2013 de forma independente no ano de 2017. O livro conquistou a cr\u00edtica especializada, levando a obra a ser eleita por vota\u00e7\u00e3o direta, no Reino dos Livros, com 60 mil seguidores). Esse pr\u00eamio al\u00e7ou a minha obra internacionalmente, fechando o meu primeiro contrato com a gigante editorial Newton Compton Editori, na It\u00e1lia. O livro foi lan\u00e7ado na Europa no \u00faltimo dia 30 de janeiro com o nome \u201cIl Guerriero Templare\u201d. No Brasil, a obra de fantasia medieval foi relan\u00e7ada em novembro passado pela editora paulista Cavaleiro Negro, juntamente com o infanto-juvenil \u201cReino dos Morcegos\u201d. Em abril pr\u00f3ximo, lan\u00e7o o romance \u201cO Farol e a Tempestade\u201d, pela paulista Novo Conceito, que figura entre as tr\u00eas maiores editoras do pa\u00eds. O mesmo selo lan\u00e7ar\u00e1 em outubro deste ano meu quarto livro \u2013 \u201cP\u00e1ssaros Negros na Neve\u201d.<\/p>\n<p>www.romulofelippe.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor realiza bate-papo com o Blog Liter\u00e1rio LostWords e fala de como foi o come\u00e7o liter\u00e1rios e a perspectiva dos projetos futuros Pelo blog LostWords (Rio Grande do Sul) LostWords: Como voc\u00ea percebeu que queria ser escritor? 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