{"id":701,"date":"2019-07-12T19:43:34","date_gmt":"2019-07-12T22:43:34","guid":{"rendered":"https:\/\/romulofelippe.com\/portal\/?p=701"},"modified":"2019-07-12T19:43:34","modified_gmt":"2019-07-12T22:43:34","slug":"autores-lusitanos-analisam-o-monge-sob-a-otica-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/romulofelippe.com\/?p=701","title":{"rendered":"Autores lusitanos analisam o \u201cMonge\u201d sob a \u00f3tica europeia"},"content":{"rendered":"<p><strong>\u201cMonge Guerreiro\u201d, do escritor brasileiro Romulo Felippe, foi lido e avaliado por dois autores portugueses: R. C. Vicente (\u201cO Ressurgir dos Tit\u00e3s\u201d) e Nuno Ferreira (\u201cA Espada que Sangra\u201d)<\/strong><\/p>\n<p>Nuno Ferreira:<\/p>\n<p>\u201cFugindo aos est\u00e9reotipos de romance hist\u00f3rico ou fantasia medieval, Monge Guerreiro \u00e9 um livro passado na turbulenta primeira metade do s\u00e9culo XIII. Recheado de liberdades hist\u00f3ricas e fant\u00e1sticas, foi produzido pelas m\u00e3os do autor estreante Romulo Felippe, amante de Hist\u00f3ria e jornalista de profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>As 420 p\u00e1ginas do romance s\u00e3o divididas em 10 partes, todas elas adornadas pelos trabalhos gr\u00e1ficos do tamb\u00e9m brasileiro JD Burton, enquanto a arte de capa pertence ao artista espanhol A. J. Manzanedo. \u00c0 frente de sete mil guerreiros e dotado de uma ambi\u00e7\u00e3o desmedida, Slatan Mondragone \u00e9 um l\u00edder guerreiro destemido e invenc\u00edvel. Nasceu ap\u00f3s a morte da m\u00e3e, raz\u00e3o pela qual alega ter nascido da morte, e foi criado e encaminhado na sua senda de poder pelo enigm\u00e1tico Nuray, um velho conhecedor de magias negras.<\/p>\n<p>Carregado de um poder b\u00e9lico inigual\u00e1vel, Mondragone \u2013 tamb\u00e9m chamado de Rei Negro \u2013 cerca a ic\u00f3nica Fortaleza Ilhada, que pertenceu por mais de mil anos \u00e0 linhagem Jaroslav. Sophyr Jaroslav, o rei de Orhan, na Bulg\u00e1ria, \u00e9 assim sitiado por um inimigo bem instru\u00eddo e armado. Confiante na inexpugnabilidade do seu reduto, \u00e9 surpreendido quando corpos ceifados pela peste s\u00e3o arremessados por catapultas para o interior das suas muralhas. Em pouco tempo, v\u00ea o seu pequeno filho morrer, e tanto ele como a esposa, a chamada Rainha Corvo, t\u00eam um destino horr\u00edvel \u00e0s m\u00e3os do odioso Mondragone.<\/p>\n<p>Enquanto o Rei Negro tomava Orhan como quartel-general, o rei Lu\u00eds IX de Fran\u00e7a, alheio a tal infort\u00fanio, destaca um monge miguelino a transportar a lend\u00e1ria Lan\u00e7a do Destino, a sagrada lan\u00e7a que perfurou o flanco de Jesus Cristo na Cruz, para a Fran\u00e7a. Tamb\u00e9m os Cavaleiros Templ\u00e1rios, oriundos da Terra Santa, transportariam consigo um objecto sagrado: a Coroa de Espinhos. A Fortaleza Ilhada fora o local predeterminado para o encontro entre monge e cavaleiros, para que da\u00ed conduzissem ambos os artefactos em seguran\u00e7a para o cora\u00e7\u00e3o da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Christopher Blanche \u00e9 o gr\u00e3o-mestre da Ordem do Templo. Guerreiro lend\u00e1rio, um dos melhores do seu tempo, teve um papel fundamental nas Cruzadas e travou-se com o tem\u00edvel Nuray, conhecendo de perto os segredos negros da sua magia. Ele sabe melhor que ningu\u00e9m que o seu percurso estar\u00e1 cheio de obst\u00e1culos, mas est\u00e1 disposto a tudo para chegar a Fran\u00e7a com a Coroa de Espinhos. Nem que tenha de se travar com os hunos de Odoacro, o Lobo, descendente de \u00c1tila, e ver a grande maioria dos seus homens tombar.<\/p>\n<p>O monge miguelino destacado para portar a Lan\u00e7a do Destino \u00e9 Bastian Neville. Trata-se de um homem marcado pelo tempo e pela vida, que pertenceu em tempos \u00e0 Ordem do Templo, \u00e0 qual virara costas. Convocado para desempenhar um papel fundamental na Hist\u00f3ria da F\u00e9 Crist\u00e3 pelo pr\u00f3prio rei da Fran\u00e7a, e convicto de que tal poder\u00e1 mitigar os sentimentos de culpa que o corroem por dentro, Bastian lan\u00e7a-se numa demanda her\u00f3ica, que, mais cedo ou mais tarde, viria a cobrar o seu pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Bastian come\u00e7ara a guerrear era ainda um menino, tendo participado na lend\u00e1ria Cruzada das Crian\u00e7as, na qual um grande n\u00famero de crian\u00e7as marchara para o Sul de It\u00e1lia com o objetivo de libertar a Terra Santa. Segundo alguns relatos, todos haviam sido mortos ou escravizados.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, Bastian Neville tornou-se um monge, recluso no Mosteiro Suspenso devoto a S\u00e3o Miguel Arcanjo, mas as marcas do seu corpo n\u00e3o escondem um passado de dor e viol\u00eancia. Ap\u00f3s lhe ser atribu\u00edda a tarefa sagrada de portar a Lan\u00e7a por um dos monges, o Mosteiro Suspenso \u00e9 alvo de um ataque por parte do Duque de Monos, um senhor vizinho, que muito embora acabe morto por Bastian, assassina muitos dos religiosos do Mosteiro.<\/p>\n<p>Depois de encontrar um belo cavalo negro com uma defici\u00eancia na fronte, a quem chamou Noitelonga, Bastian dirige-se ao vilarejo de Athos, em busca do guerreiro mongol que o guiaria at\u00e9 \u00e0 Fortaleza Ilhada. Consigo porta uma espada templ\u00e1ria, lembrete dos seus tempos na Ordem, chamada Viacrucis.<\/p>\n<p>Na pequena povoa\u00e7\u00e3o grega, Bastian percebe que o filho do Duque de Monos est\u00e1 no seu encal\u00e7o, como tamb\u00e9m percebe que o guia mongol que lhe fora prometido trata-se de uma bela mulher chamada Setseg, nada mais, nada menos que a neta de Genghis Khan. Enfrentando nobres cobi\u00e7osos, guerreiros incr\u00edveis e reis lend\u00e1rios, Bastian e Setseg avan\u00e7am com a lend\u00e1ria Lan\u00e7a do Destino para a Bulg\u00e1ria, onde o tenebroso Rei Negro espera reunir os artefactos sagrados para dominar o mundo.<\/p>\n<p>Veredito: um antigo Templ\u00e1rio a montar um unic\u00f3rnio? Um drag\u00e3o a sobrevoar as maiores cidades da It\u00e1lia medieval? Fantasia e Hist\u00f3ria \u2018face to face\u2019 num relato hist\u00f3rico de funda\u00e7\u00f5es reais? A ideia tinha tudo para ser desastrosa, mas o autor brasileiro Romulo Felippe mostrou-me que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Foi com um grande sentimento de honra que recebi o convite do Romulo, um autor t\u00e3o apreciado no Brasil, para ler e comentar o seu livro. Posso dizer que foi uma leitura proveitosa, flu\u00edda e, diria at\u00e9, compulsiva. Monge Guerreiro venceu o meu sono por algumas noites e ganhou o meu apre\u00e7o.<\/p>\n<p>Romulo Felippe revelou-se talentoso em m\u00faltiplos aspetos. A escrita dele \u00e9 empolgante, o vocabul\u00e1rio rico e algumas cenas foram t\u00e3o brilhantemente descritas, que me fizeram senti-las em primeira m\u00e3o. Essa \u00e9 uma das grandes qualidades do Romulo.<\/p>\n<p>Desde o primeiro momento do livro, sentimo-nos sugados para dentro da a\u00e7\u00e3o do livro. Monge Guerreiro n\u00e3o \u00e9 uma fantasia que tenta aproximar-se \u00e0 realidade hist\u00f3rica. Ainda que muitos personagens e at\u00e9 reinos sejam fict\u00edcios, sentimo-lo como um romance hist\u00f3rico cred\u00edvel, com tra\u00e7os fant\u00e1sticos.<\/p>\n<p>As cenas de mortes \u00e0s m\u00e3os do Rei Negro foram deliciosamente macabras, as descri\u00e7\u00f5es de batalha, fant\u00e1sticas, e as inclus\u00f5es de fantasia \u2013 drag\u00f5es e unic\u00f3rnios, sim \u2013 conseguiram, surpreendentemente, parecer veros\u00edmeis. A descri\u00e7\u00e3o de Romulo Felippe \u00e9 rica sem perder tempo em min\u00facias; por vezes, a sua escrita pareceu-me demasiado apressada, mas nunca deixou de ser versada. No fundo, senti a paix\u00e3o de Romulo ao escrever e fui contagiado por ela durante a leitura.<\/p>\n<p>Romulo Felippe, um nome a n\u00e3o esquecer.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>R. C. Vicente:<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o poucos os autores de fantasia que satisfazem a minha fome de leitora. Procuro perfeccionismo, procuro uma conex\u00e3o qu\u00edmica com o texto sempre que leio, procuro um mundo onde me consiga imaginar e, de prefer\u00eancia, personagens que me conven\u00e7am e seduzam. Foi isso que aconteceu quando li &#8216;Monge Guerreiro&#8217; de Romulo Felippe.<\/p>\n<p>Gosto de livros que me desafiam, gosto de livros com qualidade, mas, acima de tudo, gosto de livros que me ensinam. Quando li &#8216;Monge Guerreiro&#8217; pude aprender certas coisas, pude-me envolver na hist\u00f3ria, pude apreciar o livro mesmo que em vers\u00e3o e-book [algo que me \u00e9 bastante dif\u00edcil].<\/p>\n<p>A obra estava em portugu\u00eas brasileiro, algo que para mim, muitas vezes, \u00e9 complicado de se ler, no entanto, desta vez, n\u00e3o foi o caso. \u00c9 um livro de f\u00e1cil leitura, com um portugu\u00eas que eu considero acess\u00edvel a qualquer leitor lus\u00f3fono, e com uma narrativa que nos envolve, que nos prende e arrasta, e que nos rouba o f\u00f4lego. E \u00e9 um livro que eu terei todo o gosto em guardar junto a nomes como George R.R. Martin.<\/p>\n<p>\u00c9 uma grande obra. \u00c9 uma hist\u00f3ria inteligente. \u00c9 uma fantasia medieval escrita em portugu\u00eas ao n\u00edvel de qualquer estrangeira. \u00c9 um livro que eu recomendo. Ao autor Romulo Felippe o meu mais sincero agradecimento e os meus parab\u00e9ns. Foi uma honra poder ler este livro fant\u00e1stico, que me prendeu do in\u00edcio ao fim. Uma obra que recomendo a todos os leitores e uma das melhores que j\u00e1 li. Brasil, tem orgulho neste teu grande escritor do Universo Fant\u00e1stico\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cMonge Guerreiro\u201d, do escritor brasileiro Romulo Felippe, foi lido e avaliado por dois autores portugueses: R. C. 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