{"id":751,"date":"2019-07-14T19:19:17","date_gmt":"2019-07-14T22:19:17","guid":{"rendered":"https:\/\/romulofelippe.com\/portal\/?p=751"},"modified":"2019-07-23T10:22:56","modified_gmt":"2019-07-23T13:22:56","slug":"um-livro-recheado-de-citacoes-e-pensamentos-marcantes-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/romulofelippe.com\/?p=751","title":{"rendered":"Stalo sobre o Monge Guerreiro: &#8220;Furioso! A\u00e7\u00e3o ininterrupta e de rasgar o cora\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um dos maiores cr\u00edticos liter\u00e1rios de Fantasia do pa\u00eds, o carioca Diego Ribeiro faz uma an\u00e1lise minuciosa da obra \u00e9pica do autor Romulo Felippe<\/strong><\/p>\n<p>Diego Ribeiro \/ Stalo<\/p>\n<p>Rio de Janeiro<\/p>\n<p>A f\u00e9 \u00e1 certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que n\u00e3o vemos. T\u00e3o intang\u00edvel quanto indestrut\u00edvel. Sobre a qual na\u00e7\u00f5es se formam e sem a qual vidas se esvaem. Calorosa, esperan\u00e7osa e por vezes dolorosa. Aqui temos uma jornada de f\u00e9 de quatro almas. Um mestre cansado, sereno e realizado. Um monge atormentado, inquebr\u00e1vel e brutalizado. Uma princesa comprometida, indom\u00e1vel e fiel. Um rei insaci\u00e1vel, corrompido e irado. Essas quatro vidas enfrentar\u00e3o, e se entregar\u00e3o, aos \u201cseus dem\u00f4nios\u201d em uma rota de colis\u00e3o fatal onde suas certezas ser\u00e3o testadas atrav\u00e9s de sangue, suor e l\u00e1grimas. Provar\u00e3o que uma f\u00e9 na qual voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 disposto a morrer por ela, \u00e9 uma pela qual n\u00e3o vale a pena viver.<\/p>\n<p>\u201cO animal cai morto como uma rocha, estrondando o ch\u00e3o aos p\u00e9s do ofegante monge. Com certa dificuldade, a espada templ\u00e1ria \u00e9 retirada por entre o elmo trazendo consigo sangue, peda\u00e7os de dente e de ossos em sua l\u00e2mina.\u201d<\/p>\n<p>Gr\u00e3o-Mestre Christopher Blanche carrega sobre seus ombros d\u00e9cadas de batalhas realizadas atrav\u00e9s de incont\u00e1veis, e question\u00e1veis, cruzadas em nome do Cristianismo. Ele j\u00e1 havia combatido o bom combate, gostaria de guardar a f\u00e9, mas faltava mais uma \u00faltima e derradeira corrida: levar de Jesrusal\u00e9m a \u201cCoroa de Espinhos\u201d, que outrora esteve na cabe\u00e7a de seu Senhor Jesus Cristo, para a Fran\u00e7a. Aspirava concluir em paz e com um bom vinho franc\u00eas, mas sentia que teria que beber o c\u00e1lice da ira at\u00e9 a \u00faltima gota antes. Ainda possu\u00eda ombros largos, mas seu est\u00f4mago j\u00e1 era sens\u00edvel.<\/p>\n<p>O monge Bastian Neville \u00e9 um desertor. Um ex-cavaleiro templ\u00e1rio que outrora se questionou porque tanto sangue derramado em nome de Cristo se todo o pre\u00e7o de sangue necess\u00e1rio foi pago por Ele na Cruz do Calv\u00e1rio. Defendendo uma cristandade que acredita na remiss\u00e3o dos pecados atrav\u00e9s da f\u00e9, s\u00f3 viu o a\u00e7o faz\u00ea-lo. Fugiu do passado em um mosteiro. Mas portas n\u00e3o seguram o tempo. Se dedicava a contemplar e orar quando foi chamado novamente para a batalha: cabia a ele levar a ponta da \u201cLan\u00e7a de Longinus\u201d, a mesma que furou o corpo de Jesus enquanto este estava sendo crucificado, para a Fran\u00e7a. Bastian sabia que a f\u00e9 que prevalece, e vale mais que o ouro, precisa ser testada no fogo, ele s\u00f3 n\u00e3o imaginava que viria do sopro de um drag\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPoderia trepar comigo como se eu fosse uma \u00e9gua, templ\u00e1rio maldito. Mas n\u00e3o aqui nem nessa vida \u2013 entoa quase como um c\u00e2ntico ao p\u00e9 do ouvido do batedor. \u2013 Bons sonhos, garoto virgem \u2013 e enterra o pequeno punhal na jugular do cavaleiro, sentindo o sangue quente esvoa\u00e7ar em seu vestido gasto.\u201d<\/p>\n<p>Seteg \u00e9 uma princesa Mongol, neta do grande Gengis Khan. Ao lado do seu insepar\u00e1vel falc\u00e3o cinza Nergui, ela se compromete a ajudar o monge Bastian em sua aventura. Como um bom guerreiro ela sabia que deveria suportar sofrimentos como Cristo o fez. Estava preparada para tudo, at\u00e9 mesmo entregar o que mais ela tinha de valioso, seu cora\u00e7\u00e3o. O amor tudo cr\u00ea, tudo espera, tudo suporta e tudo sofre. Mas certas prova\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais f\u00e1ceis e pr\u00e1ticas embalsamadas nas p\u00e1ginas eternas da Palavra de Deus do que no a\u00e7o em meio a batalha. Slatan Mondragone e sua alma negra como piche \u00e9 o Rei Negro. Aconselhado pelo lend\u00e1rio mago Nuray, o \u201cMil Luas\u201d, busca apenas roubar, matar e destruir. Rugindo e andando ao derredor de reinos busca todos aqueles a quem possa devorar, inclusive suas almas. Uma antiga profecia o instigou a perseguir as duas rel\u00edquias da Cristandade. Dizia a mesma que em posse delas uma serpente (ou seria um drag\u00e3o?) que teria poder de lutar contra anjos apareceria no c\u00e9u\u2026 e seria o fim.<\/p>\n<p>\u201cSlatan faz uma incis\u00e3o com menos de um cent\u00edmetro de profundidade na parte interna do bra\u00e7o direito de Jaroslav. Da axila ao pulso. Em seguida, realiza uma precisa circuncis\u00e3o na parte de cima do bra\u00e7o e depois na base da m\u00e3o. Usando as pr\u00f3prias m\u00e3os, e fincando a ponta de seus dedos na carne do rei crist\u00e3o, puxa a pele com a for\u00e7a de um urso \u2013 arrancando-a de todo o bra\u00e7o e real\u00e7ando a dor do monarca condenado.\u201d<\/p>\n<p>Prepare o seu cora\u00e7\u00e3o para as coisas que o Romulo Felippe (autor) vai te contar, ele vem do Esp\u00edrito Santo e pode n\u00e3o lhe agradar. Esse sensacional livro \u00e9 uma jornada de f\u00e9, e a mesma n\u00e3o nos poupa de afli\u00e7\u00f5es, apenas nos acompanha nas mesmas. Nossos protagonistas tem por Pai Deus, mas por m\u00e3e solid\u00e3o. Nosso antagonista tem por pai a mentira (diabo) e por m\u00e3e o vazio. No embate de cren\u00e7as, a\u00e7o e dor quem sempre ganha \u00e9 a morte. A \u201cfonte de \u00e1gua viva\u201d que traz seguran\u00e7a, por vezes parece seca. Atrav\u00e9s dos m\u00fasculos do bra\u00e7o, pesco\u00e7os tencionados, joelhos dobrados e cora\u00e7\u00f5es abrasados veremos o que significa mover montanhas pelo que se acredita.<\/p>\n<p>Flertando com a fantasia atrav\u00e9s de unic\u00f3rnios, gigantes, mortos-vivos e drag\u00f5es nosso autor nos ensina a dizer n\u00e3o e ver a morte sem chorar. Um livro encantador que precisa ser lido, n\u00e3o por ser de um autor \u201cnacional\u201d, mas porque a boa literatura n\u00e3o tem fronteiras, e essa obra \u00e9 a prova disso. D\u00favida? Talvez seja por voc\u00ea ser um homem de pouca f\u00e9. Mas n\u00e3o sendo seu caso n\u00e3o se esque\u00e7a que a f\u00e9 sem obras est\u00e1 morta. Por isso te convido a abrir a primeira p\u00e1gina e n\u00e3o se encantar.<\/p>\n<p>&#8220;Furioso! A\u00e7\u00e3o ininterrupta e de rasgar o cora\u00e7\u00e3o&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores cr\u00edticos liter\u00e1rios de Fantasia do pa\u00eds, o carioca Diego Ribeiro faz uma an\u00e1lise minuciosa da obra \u00e9pica do autor Romulo Felippe Diego Ribeiro \/ Stalo Rio de Janeiro A f\u00e9 \u00e1 certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que n\u00e3o vemos. T\u00e3o intang\u00edvel quanto indestrut\u00edvel. 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