A Força e a Luz: Henrique Coutinho, o homem que iluminou o futuro
por Cida Campos / www.olhoaolho.com.br
Na noite de quinta-feira (12/02/2026), o Planetário de Colatina, no Espírito Santo, foi palco de uma celebração marcada por emoção, memória e reconhecimento histórico. O espaço recebeu o lançamento da biografia “A Força e a Luz”, obra que retrata a trajetória do empresário e precursor Henrique Numes Coutinho. Escrita pelo jornalista e escritor Romulo Felippe, a biografia apresenta um olhar sensível e aprofundado sobre um dos grandes nomes do desenvolvimento de Colatina.
Com narrativa envolvente, o autor reconstrói histórias marcantes e verídicas, destacando a visão empreendedora e o espírito determinado de Henrique Coutinho, um sonhador desde a infância. Fundador da Usina Luz e Força Santa Maria S/A, realizou o sonho de levar energia elétrica a inúmeras residências, contribuindo significativamente para o progresso de Colatina e de toda a região noroeste capixaba. Durante entrevista, Romulo Felippe destacou a origem do título da obra: “Tradicionalmente, as empresas elétricas têm essa alcunha, ‘força e luz’ ou ‘luz e força’. Então fiz essa concepção com dois predicados importantes: a energia está associada ao progresso. Em Colatina, a energia começou por um menino sonhador que disse ao pai: ‘Pai, quero levar luz para o nosso povo’.”
Segundo o autor, Henrique fez história há cerca de 100 anos ao implantar a primeira hidrelétrica da região noroeste, tornando-se símbolo de idealismo e pioneirismo. A obra também aborda aspectos históricos e familiares. Henrique Nunes Coutinho era neto do ex-governador Henrique da Silva Coutinho e, de acordo com pesquisas apresentadas no livro, possivelmente descendente de Vasco Fernandes Coutinho, donatário da Capitania do Espírito Santo. Essa conexão entre tradição, empreendedorismo e legado familiar reforça a importância histórica do biografado para o estado.
Noite de homenagens e reconhecimento. Familiares, amigos, autoridades e membros da sociedade colatinense prestigiaram o lançamento e a sessão de autógrafos. Representando a família, o empresário Angelo Coutinho falou em entrevista sobre o legado do pai, lembrando sua determinação e espírito visionário. Emocionado, Angelo destacou a importância da obra: “é muito emocionante. Como filho, eu sabia pouco das coisas importantes que meu pai fez. O escritor Romulo Felippe fez uma procura maravilhosa dos antecedentes de papai.” O prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, também ressaltou a relevância de Henrique Coutinho para o crescimento e a modernização do município: “É uma honra estar prefeito de Colatina e participar deste momento especial para a família Coutinho. Meu avô era amigo pessoal de Henrique. Eles eram sonhadores, ajudaram a fundar a cidade e trouxeram progresso para Colatina e toda a região noroeste.” Outro depoimento emocionante foi o de Djalma, que trabalhou por muitos anos ao lado do empresário e o definiu como “um pai”, ressaltando sua generosidade e humanidade.
Representantes da Academia Espírito-santense de Letras — Fernando Achiamé, João Gualberto, Adilson Vilaça e o presidente Jonas Reis — também marcaram presença, reforçando a relevância cultural e histórica da publicação. Henrique Coutinho faleceu aos 94 anos, deixando uma marca definitiva na história capixaba — um homem que, em vida, levou luz a milhares de lares e, simbolicamente, partiu para iluminar o céu com outras estrelas. A noite celebrou não apenas o lançamento de um livro, mas a trajetória de um homem que transformou sonhos em realidade e ajudou a iluminar o futuro de Colatina.
O biógrafo que eterniza histórias. Cachoeirense, brasileiro, Romulo Felippe — jornalista e escritor de olhar apurado e sensibilidade rara para suas obras — é considerado por muitos um verdadeiro monstro sagrado da palavra. Best-seller, reconhecido em diversos países, e no Espírito Santo consagrado como o maior biógrafo capixaba. Temos a honra de tê-lo como conterrâneo e presente de Deus para a literatura. Sua trajetória inspira, sua escrita eterniza, sua dedicação engrandece nossa cultura. Em entrevista, certa vez lhe perguntei: quando e quem faria sua biografia? A pergunta ainda perdura… Quando teremos a biografia do maior biógrafo capixaba? Porque escrever é um ato de coragem. É transformar silêncio em palavras, sentimentos em histórias e ideias em mundos inteiros. E ninguém fez isso por tantas vidas quanto ele.
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Com o empresário Angelo Coutinho, filho do visionário Henrique Nunes Coutinho