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Entrevistas

Jornalista mostra o cotidiano de escrita do autor Romulo Felippe

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Em entrevista para o portal “Achando Histórias”, Romulo diz que “escrever é um parto, uma responsabilidade tremenda. Prazer mesmo só quando finalizamos o livro, essa é a verdade”

Bárbara Valdez

(do “Achando Histórias”)

“Você é farol ou tempestade na vida de alguém?”. Essa pergunta vem circulando pelas redes sociais entre os fãs de literatura há algum tempo, e o motivo é a grande repercussão em torno da obra O Farol e a Tempestade, um romance nacional do capixaba Romulo Felippe publicado pela Editora Novo Conceito.

No último mês, tive a honra de realizar uma entrevista com o autor para saber mais sobre a obra. Por isso, continue aqui comigo e boa leitura!

Sobre O Farol e a Tempestade

O Farol e a Tempestade é um dos lançamentos de 2019 da Novo Conceito e tem uma história que mistura romance e drama. O enredo acompanha a relação construída aos poucos entre um escritor solitário e uma fotógrafa que acabou de sobreviver a um acidente de avião.

Os dois encontram-se de forma inusitada, em uma ilha isolada do Atlântico Norte, onde Sam relembra seus traumas e não escreve mais nenhum livro. Porém, o destino resolveu mexer no cotidiano desse autor, e ele acabou por salvar Anne quando o avião dela caiu no mar.

A partir daí, o amor guia a história pelas 300 páginas que compõem a produção. Contudo, o intuito da obra não é  apresentar um romance simplista, mas sim falar sobre perdão, esperança e capacidade de vencer obstáculos.

Para dar mais vida à narrativa, o livro possui várias ilustrações delicadas em preto e branco, feitas pela espanhola Paloma Montero e pelo brasileiro Sergio Rossini. Enfim, é um volume que chama a atenção e mostra que a literatura nacional vem crescendo a cada dia.

Sobre o autor Romulo Felippe

Romulo é jornalista e atua na área desde a adolescência, quando fazia publicações em um jornal de Cachoeiro de Itapemirim (ES), sua cidade natal. Apesar da ligação com o mundo das letras, só entrou na literatura em 2017, depois de publicar a obra épica Monge Guerreiro.

Em seguida, lançou outra produção de mesmo gênero intitulada Reino dos Morcegos. Agora, com contrato assinado com a Novo Conceito, investe no gênero romântico e deve publicar até o final deste ano o livro Pássaros Negros na Neve, cujo enredo passa-se na Segunda Guerra Mundial.

Você pode conferir melhor a trajetória de Romulo enquanto autor, e o processo criativo dele para lançar O Farol e a Tempestade na entrevista abaixo.

Entrevista

Como surgiu a ideia para escrever o livro? A temática foi um pedido da editora ou desejo pessoal?

Venho da escola da fantasia medieval, mas meus trinta anos de jornalismo impresso me ensinaram que autor deve ser eclético. “O Farol e a Tempestade”, é uma homenagem para a minha esposa, Svetlana Bertolo Felippe. Uma estória de amor e redenção, uma prova de que de alguma forma podemos ser luz na vida de alguém.

A Novo Conceito já acolheu o livro finalizado e, a partir daí, fechamos um contrato de dez anos. Devo confessar que é um orgulho trabalhar em uma editora gigante como a Novo Conceito.

Amei as ilustrações ao longo do livro, como foi esse processo de seleção dos desenhos?

Foi realmente inspirador. As ilustrações do Farol surgiram com muita naturalidade: primeiro, fiz contato com a espanhola Paloma Montero e, meses depois, foi a vez do paulista Sérgio P. Rossoni, um amigo que é escritor e aquarelista. Particularmente, acredito que uma obra bem diagramada – com leveza e ilustrações – torna a leitura mais agradável e apetitosa.

Em quanto tempo você escreveu O Farol e a Tempestade? O que foi mais difícil nessa produção (criação de personagens, cenário, desenvolvimento do ritmo da narrativa etc.)?

A partir do momento que sentei para escrever, levei cerca de quatro meses. E, quando começo, sigo de forma contundente até finalizar o livro. Sou metódico quanto a isso. A escolha dos cenários do Farol foi tranquila e muito prazerosa.

Já os personagens nasceram com toda naturalidade do mundo. Eles estavam ali, vagando na minha imaginação e me pentelhando todas as madrugadas mais ou menos assim: “tire a gente daqui, escritor, daqui da sua mente. Queremos viver. Leve-nos para o papel…” (risos).

Como é seu processo criativo?

Em geral, as ideias para um livro surgem das formas mais mirabolantes (em um voo, em uma caminhada ou subindo uma montanha…). A primeira coisa que faço é anotar a ideia geral da ideia e depois inicio o processo de construção da história, criando a personalidade dos personagens, estudando cenários, bem como criando um pequeno resumo para cada capítulo que o livro terá.

O próximo passo é o processo de escrita. Costumo escrever diariamente por duas horas e meia. Sou disciplinado nessa questão, pois, assim, sei em quanto tempo conseguirei finalizar o original. Escrever é um parto, uma responsabilidade tremenda. Prazer mesmo só quando finalizamos o livro, essa é a verdade.

Você vai lançar Pássaros Negros na Neve ainda este ano. Já tem uma data certa? O que os fãs podem esperar da obra?

Esse será provavelmente meu maior desafio como autor. Trata-se de um drama que terá como pano de fundo o cenário alpino do extremo Norte da Itália, em pleno coração da Segunda Guerra Mundial. Falaremos das dores provindas da guerra e de cicatrizes eternas. Estou iniciando a escrita do livro, ainda, pois a pesquisa foi imensa. A expectativa é que a Novo Conceito publique até o final do ano, mais provavelmente em dezembro.

Duas curiosidades: o que você mais gosta em ser escritor? Quais os autores que o inspiram?

Acredito que um autor pode perpetuar seu nome, mais ainda as suas obras, para as gerações posteriores. É por isso que, com toda humildade, quero deixar um pequeno legado para o futuro. Que, de alguma forma, meu nome se eternize nas páginas impressas dos meus livros.

Quanto aos autores que me inspiraram, não tenho a menor dúvida: as crônicas de Rubem Braga e os versos de Manuel Bandeira forjaram a minha escrita, de alguma forma. Eu lia muito desde menino, mas esses dois mestres contribuíram enormemente para a minha paixão pela escrita.

E então, o que vocês acharam do artigo de hoje? Já leram O Farol e a Tempestade? Comente aqui embaixo qual sua opinião sobre o livro. Até mais!

Link:

https://achandohistorias.wordpress.com/2019/07/04/entrevista-com-romulo-felippe-autor-de-o-farol-e-a-tempestade/

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