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Entrevistas

“Leiam com o coração e permitam-se viajar nas páginas dos meus livros…”

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Autor realiza bate-papo com o Blog Literário LostWords e fala de como foi o começo literários e a perspectiva dos projetos futuros

Pelo blog LostWords
(Rio Grande do Sul)

LostWords: Como você percebeu que queria ser escritor?
Romulo Felippe: Nasci em uma cidade interiorana, que ao mesmo tempo expunha uma cultura pulsante e um nome forte para a língua portuguesa: Rubem Braga, nosso maior cronista. Morava a algumas centenas de metros da Casa dos Braga (antigo casarão da família transformado em museu e biblioteca). Ali, desde garoto, devorava todos os livros que vinham pela frente: de Umberto Eco a Euclides da Cunha; de Drummond a Manuel Bandeira. Desde novo sabia que viveria da escrita, e assim o fiz através do jornalismo, já que aos 13 anos passei a trabalhar meio expediente em um jornal semanal local. Antes disso, inclusive, eu rabiscava poemas e “croniquetas”. Lá se vão mais de 30 anos dedicados às redações. Meu destino estava aparentemente traçado, mas levei algumas décadas para, enfim, voltar-me à literatura. E aqui estou lançando meu terceiro livro nos próximos dias, o romance “O Farol e a Tempestade”, pela editora Novo Conceito. Os planos literários são muitos…

Tem algum personagem favorito? Em modo geral ou do seu(s) livro(s)? Se sim, por quê? O que ele significa para você?
Interessante como os protagonistas dos meus livros (e acho que isso é inevitável) carregam um pouco de mim. Bastian Neville, personagem principal do “Monge Guerreiro”, é um dos meus preferidos. Seja pela dor que carrega assim como pela busca de redenção. É brutal e dócil ao mesmo tempo. Em relação ao meu novo lançamento, vejo Sam Jones – protagonista de “O Farol e a Tempestade” ao lado da bela Anne – como um exemplo de soerguimento humano. Mas de toda forma amo cada um dos personagens que crio, mesmo os malvados rsrsrs.

Como foi para você entrar no mundo literário?
Nada fácil. O autor brasileiro é antes de tudo um forte. Nossos caminhos são mais cruéis do que os de autores ingleses e americanos, por exemplo. Entretanto, entrei com todas as minhas forças internas no meio literário – isso depois de três décadas dedicadas ao jornalismo. Fui (e estou) galgando degrau por degrau. E logo percebi as portas se abrindo, tanto aqui no Brasil quanto no exterior. Ter publicado meu livro na Europa, em uma gigante editorial, é um sonho indescritível. E integrar o time da Novo Conceito é uma realização profissional.

Você faz muitas pesquisas antes de escrever uma história?
Sou um pesquisador nato e meus livros exigem isso. Para compor o Monge, por exemplo, visitei mais de 50 castelos e vilas medievais no Velho Mundo. Eu sabia que, de alguma forma, precisava transportar os leitores para a Idade Média. E assim o fiz, segundo críticos e afins. Para escrever um infanto-juvenil como Reino dos Morcegos tive que me debruçar sobre a vida desses mamíferos voadores, e fiquei encantando pelo quanto são importantes para o equilíbrio da natureza. E, por fim, o Farol me exigiu um esforço extra – afinal é o meu primeiro romance. Atualmente estou pesquisando, e muito, para escrever o drama “Pássaros Negros na Neve”, com previsão para ser lançado pela Novo
Conceito ainda em 2019.

Existem muitas cobranças por parte de seus leitores?
De forma alguma. O que os meus leitores e leitoras fazem, e de maneira maravilhosa, é estimular a escrita dos próximos projetos. E isso é o combustível para qualquer escritor: o retorno positivo daqueles que leem as suas obras. Sempre lhes digo, quando possível: leiam com o coração e permitam-se viajar nas páginas dos meus livros. Esse é o espírito. São os melhores leitores do mundo!!!

Fale um pouco sobre sua forma de criação… tem alguma mania na hora de escrever?
Quando surge uma grande ideia para um livro, e isso vem quando menos se espera – como em um passeio com a esposa pelos Alpes italianos, por exemplo, nascendo dali a inspiração de Pássaros Negros na Neve, ou mesmo durante uma caminhada – o que faço em seguida é anotar todas as possibilidades para o livro. Depois, faço a estruturação dos capítulos (o que não quer dizer que será como o que foi rabiscado…) e por último lanço-me na pesquisa. Uma vez posto tudo isso em ordem, coloco-me a escrever. Eu o faço de manhãzinha, com o dia nascendo, e de forma dedicada e persistente. Sou muito disciplinado no transcurso da escrita, sem folga dia algum da semana. São três horas por dia de escrita. Isso faz com que o livro esteja pronto – à parte a revisão – em cerca de três meses. Gosto de escrever em locais com vista, e não em ambientes fechados. Sinto que preciso abrir a minha mente nesses momentos.

Quais são seus projetos para um futuro próximo?
Em fins de novembro relancei Monge Guerreiro e lancei Reino dos Morcegos (ambos em capa dura) pela editora paulista Cavaleiro Negro. Em dezembro participei da antologia Entre Monstros e Dragões, da Chiado Books, em Portugal, como autor convidado – como o único autor não português. Em fevereiro lancei Il Guerriero Templare na Europa, através da Newton Compton Editori. Agora em abril lançamos O Farol e a Tempestade, pela Novo Conceito, com grande expectativa. Para fins de 2019 teremos Pássaros Negros na Neve, também pela NC. E, espero, com lançamentos na Europa e Estados Unidos. E para 2020, quem sabe, mais dois romances. Vem boas histórias por aí, prometo!

Gostaria de deixar algum recado para os leitores do Lost Words, e para seus futuros leitores?
Primeiro quero parabenizar o seu trabalho. Levar a paixão pela leitura a milhares de leitores é uma dádiva digna de muitos aplausos – e o Lost Words faz isso muitíssimo bem. E para meus leitores, e inclusive os que serão, deixo aqui o meu agradecimento especial. Podem dar uma chance de leitura ao Farol, e aos meus demais livros, que, tenho certeza, essas obras os levarão para universos incríveis além do nosso. Sabem por que? Porque eu humildemente escrevo com a alma e o coração. Sei que uma leitura só valerá a pena se o leitor sentir-se inserido no livro, sentindo o pulsar cardíaco dos próprios personagens.

Sobre o Autor:
Meu nome é Romulo Felippe. Tenho 44 anos. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim e radicado em Vitória há uma década. Sou jornalista e escritor. Iniciei no jornalismo impresso aos 13 anos, com meu primeiro emprego na redação do semanal O Brado, em Cachoeiro. Antes disso já redigia minhas crônicas e versos. De lá para cá atuei, tanto como repórter quanto editor ou diretor de redação, em mais de uma dúzia de veículos de comunicação – incluindo a TV Gazeta Sul (aos 17 anos de
idade). Trabalhei em jornais como O Dia, na época com um milhão de exemplares diários, e fiz coberturas jornalísticas em mais de 20 países. Acumulo, assim, mais de três décadas de dedicação às redações. Atualmente, sou Diretor de Redação das revistas Viver! (Cachoeiro) e Caminhões, uma das maiores do segmento na América Latina. Coordeno uma equipe de jornalistas que trabalha nessas revistas.
Na literatura, lancei o meu primeiro livro – “Monge Guerreiro” – de forma independente no ano de 2017. O livro conquistou a crítica especializada, levando a obra a ser eleita por votação direta, no Reino dos Livros, com 60 mil seguidores). Esse prêmio alçou a minha obra internacionalmente, fechando o meu primeiro contrato com a gigante editorial Newton Compton Editori, na Itália. O livro foi lançado na Europa no último dia 30 de janeiro com o nome “Il Guerriero Templare”. No Brasil, a obra de fantasia medieval foi relançada em novembro passado pela editora paulista Cavaleiro Negro, juntamente com o infanto-juvenil “Reino dos Morcegos”. Em abril próximo, lanço o romance “O Farol e a Tempestade”, pela paulista Novo Conceito, que figura entre as três maiores editoras do país. O mesmo selo lançará em outubro deste ano meu quarto livro – “Pássaros Negros na Neve”.

www.romulofelippe.com

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