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Resenhas

Romulo fica conhecido como “o acadêmico do Centenário”

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DISCURSO DE BOAS-VINDAS AO ACADÊMICO ROMULO FELIPPE

Anaximandro Oliveira Santos Amorim, advogado, professor e escritor

Existe, na rua 25 de março, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, um belo imóvel, de número 166. Uma casa em estilo eclético, sem afastamento, pintada na cor verde, cuja entrada se faz por um pórtico. Uma linda escadaria chega até uma varanda suspensa, ornada por balaústres que também fazem a composição arquitetônica dos muros do imóvel. A construção já é, por si só, um agradável espetáculo ao olhar. Mas, além do seu valor histórico, ela guarda um outro, de cunho cultural: foi ali que dois expoentes da literatura, os irmãos Newton e Rubem, passaram infância e parte da juventude, sendo Rubem, indubitavelmente, o mais ilustre habitante do imóvel, de tal arte que muita gente se refere à construção, chamada, oficialmente, “Casa dos Braga”, como “Casa do Rubem Braga”.

Eu estive lá, em 2018, quando relancei um livro na 7ª Bienal da cidade, levado pelas mãos de duas amigas, conterrâneas de Rubem: Claudia Sabbadini e Maria Elvira Tavares Costa, esta última que, com seu jeito e voz doce, é a aguerrida guardiã da história dos Bragas! E por entre salas e quartos grandes e pequenos, fiquei encantado com os móveis, com os quadros, com a intimidade daquela família; há, ali, uma estátua em tamanho natural do velho Rubem, que o traz redivivo; e uma relíquia, em específico, que chamou sobremaneira a minha atenção: a máquina de escrever do cronista.

Se tanta história, tanta literatura deixou-me, um simples visitante, tão arrebatado, imagino o que seria tudo aquilo para um garoto, vizinho daquela casa, ao lado da qual passava, todos os dias? Seu nome: Romulo Felippe.

Filippe nasceu na terra de Rubem Braga, em 1974. Vindo de uma família humilde, de pai taxista e mãe dona de casa, caçula dos homens, em uma família de cinco irmãos, o jovem, que morava a 500 metros do casarão dos Bragas, afirma que foi Rubem o seu maior incentivador. Não havia biblioteca em casa, nem o hábito da leitura era tão arraigado, mas havia o amor e o incentivo dos pais, de um lado, e a sombra do casarão, do outro. E, nestas inexplicáveis conexões com Deus, o Acaso, o Destino, as Musas ou quem queira, essa fórmula foi a mola propulsora para o ávido leitor que, mais tarde, tornar-se-ia o escritor.

O interesse pelas letras começa, portanto, bem cedo: o garoto Romulo começa a devorar histórias em quadrinhos, geralmente, aventuras, como as do Conan; ao mesmo tempo, seu imaginário é estimulado pelas adaptações desses heróis para o cinema de Hollywood: Conan, Gladiador, Robin Hood, Braveheart… Todo esse caldeirão forjaria o escritor apaixonado por aventuras medievais, autor de textos precisos, imagéticos. Ele estava em uma verdadeira ebulição: lia um livro por dia, sem se descuidar dos canônicos. Rubem Braga e Manoel Bandeira estão entre os seus preferidos, o primeiro, por uma questão óbvia, e, o segundo, “por sua visão triste da morte”.

Em nossa opinião, porém, o primeiro “ponto-chave” na carreira de Romulo Felippe se deu aos 11 anos: levado pelo pai, até a já extinta loja Dadalto, em sua cidade, para ganhar um presente de fim de ano, o futuro escritor preferiu, no lugar de uma bicicleta, uma máquina de escrever Olivetti portátil. Felippe sela, com isso, o seu compromisso com a escrita e trabalha em prol da realização de um sonho: viver da palavra. E assim ele fez, datilografando historietas que ele mesmo inventava, seus “livrinhos”, que ele confeccionava à mão, mas que, doravante, davam à brincadeira tons cada vez mais sérios. Um dos títulos é curioso: “Sem rumo, nem remo”. Estaria o pré-adolescente perdidamente apaixonado pelas Letras?

Tanto amor pela palavra fez com que o jornalismo fosse um caminho natural na vida do jovem. Precoce, aos 14, já era contratado como estagiário (ou, no jargão jornalístico, “foca”) no jornal “O Brado”, do jornalista José Paineiras, conhecido por defender causas raciais. Antes disso, Felippe já publicava crônicas não apenas neste jornal, mas também no “Correio do Sul” e em “O Arauto”. O contato com a redação fez com que sua escrita tomasse os contornos de hoje. Quem trabalha em jornal sabe o valor da palavra precisa, ou “le mot juste”, como diriam os franceses: “Entre duas palavras, escolha a mais simples; entre duas palavras simples, escolha a mais curta” (Paul Valéry). Nada pode ser desperdiçado, nada pode estar obscuro. E o tempo é um inimigo que só pode ser vencido com perseverança e disciplina.

O segundo “ponto-chave” na carreira de Romulo se dá aos 18 anos de idade: durante uma viagem a trabalho a fim de cobrir a Feira do Mármore e Granito de Verona, Itália, o jovem aproveita uma folga de três dias e passa a visitar monumentos históricos, encantando-se imensamente com os castelos medievais. É daí que duas outras paixões nascem: História e Idade Média, mais precisamente, os castelos dessa época. O fato, que, anos mais tarde gera uma “websérie” chamada “Caçadores de Castelos”, produzida para o jornal “A Gazeta”, será crucial para que o futuro romancista abrace esta temática, por ele dominada com maestria. Soma-se a isso, também, os romances de um autor londrino, Bernanrd Cornwell, autor de fantasias medievais.

A carreira de Romulo, no jornalismo, é bem sucedida: com apenas 20 anos, ele se torna Secretário de Comunicação da Prefeitura Municipal de Guaçuí, outro município do sul do Estado. Torna-se editor, também bastante jovem, do jornal “O Espírito Santo”, o que marca, para nós, um terceiro “ponto-chave” em sua carreira: o empreendedorismo. Felippe é uma daquelas raras almas que conseguem conciliar tino comercial com arte. E é deste casamento perfeito que ele, depois de tantas redações, dirige, com sucesso, dois veículos, até hoje: a “Revista Viver!”, que circula ininterruptamente, há 20 anos, no sul do estado e é voltada para saúde e qualidade de vida; e a “Revista Caminhões”, de circulação nacional, há 16 anos, cujo portal, caminhoes.com, é o maior portal de notícias deste assunto no país.

Estava, assim, pronto – e suficientemente maduro – o escritor.

Romulo Felippe possui três livros publicados, os três em prosa, respectivamente: “O monge guerreiro”; “O reino dos morcegos”; e “O farol e a tempestade”. Todos os três com esmerado trabalho de pesquisa e alta qualidade gráfica.

A gestação de “O monge guerreiro” vem de uns quatro anos antes de seu primeiro lançamento, em 2016. Após passar quase meia década visitando castelos, o autor se debruçou a pesquisar histórias locais, jornadas de cavaleiros templários. O argumento para a trama, no entanto, veio de uma lacônica nota de rodapé de livro: constava que o Imperador Constantino havia saldado as dívidas da França por meio de relíquias. Tão pouca informação foi o suficiente para que o autor elaborasse, em seu imaginário, quase 400 páginas de história, passando por um prólogo e dez partes contendo, cada qual, uma média de sete a dez capítulos, cada um com em torno de três a cinco páginas.

A história gira em torno de Bastien Neville, um nobre cruzado francês, e sua turma, a impedir Slatan Mondragone, o temível Rei Negro, de se apossar das relíquias sagradas. São uma centena de personagens, em uma trama dinâmica, que mistura amor, guerra, drama, em praticamente toda a Europa e Terra Santa.

O livro foi lançado, originalmente, em 2016, pela Drakkar, uma editora independente, com uma tiragem de 2.000 exemplares, todos vendidos em cinco meses, o que levou o escritor a ser mencionado pelo grupo “Reino dos Livros”, de uma rede social.

Mais tarde, “O monge guerreiro” é reeditado, em 2018, pela Cavaleiro Negro, de São Paulo. O livro também ganhou tradução para o inglês e para o italiano, sendo editado, por lá, pela Newton Compton. Ao todo, são milhares de exemplares, o que faz do autor um “best-seller” incontestável, um sucesso internacional e um orgulho para o Espírito Santo, num feito raríssimo em nossa literatura, sobretudo se se pensar em um autor que continua residindo aqui no Estado!

Ainda pela Cavaleiro Negro, no mesmo ano, sai o infantojuvenil “O reino dos morcegos”. A fórmula é parecida: uma aventura na Idade Média. A história se deu após uma viagem do autor com sua esposa para a cidade medieval de Carcassone, na França. A trama gira em torno de Fred, o “Morceguito”, um simpático morceguinho adolescente que nasce com uma característica inusitada: ele é albino! Sua missão é ajudar o príncipe Frank e a princesa Yasmin a salvar o reino do pai destes, o Rei Dillon, das garras do Rei Negro e sua ajudante, a bruxa Maldiva.

“O Farol e a Tempestade” foi publicado pela “Novo Conceito”, também de São Paulo. Trata-se de um volume de quase 300 páginas, dotado de um prólogo e 47 capítulos, cada qual de quatro a cinco páginas cada. A história gira em torno de Sam e Anne. O rapaz mora em uma ilha fictícia, no Caribe, de nome Farethon, em um farol. Em um dia de tempestade, resolvido a atentar contra si próprio, Sam testemunha um acidente de avião, próximo de onde está, e, num ato de bravura, se precipita ao mar, conseguindo salvar Anne. A paixão entre os dois é imediata, com direto a todas as reviravoltas de uma trama cinematográfica. Segundo o autor, a ideia era que o leitor “visse” a história, no que ele lança mão de artifícios muito semelhantes ao de um roteiro de um filme.

Redundante, a esta altura, dizer que essa linguagem permeia a prosa de Felippe. Seus livros contam com uma estrutura semelhante: exceto “O Reino dos Morcegos”, os outros dois são dotados de um prólogo, preparando o leitor para o que será descortinado. Pode-se afirmar que o primeiro capítulo do infantojunvenil faz as vezes de um texto introdutório, também. Os capítulos são curtos, as frases, diretas e ágeis, o que facilita a leitura e até as pausas. Chamo atenção a esta passagem “O Monge Guerreiro”[1]:

“De olhos azuis e cabelos longos, o jovem monarca veste apenas uma humilde e esfarrapada túnica de penitente. Um leve tecido encobre suas mãos para que não toquem as santas relíquias. O poderoso rei caminha descalço como se fosse o mais pobre dos homens, carregando com apreço e devoção a Santa Coroa e a Lança de Longinus em um cortejo triunfal pelas ruas de pedra”.

É sabido que o advento do cinema teve, em seus primórdios, o teatro como paradigma. Se partirmos de um ponto de vista aristotélico, que classificava os gêneros em épico, lírico e dramático – e se levarmos em consideração o texto teatral divorciado da adaptação, podemos afirmar que teatro é literatura. Há, no entanto, controvérsias quando ao roteiro. Os manuais do assunto são unânimes em afirmar que roteiro é roteiro, literatura é literatura, como, por exemplo, ensina o realizador capixaba Jovany Sales Rey, em seu “O papel do cinema: guia prático do roteiro cinematográfico”[2]:

“Teatro é a arte do diálogo, ao contrário do cinema, que é a arte da imagem (…). Quanto à literatura, quando se escreve um conto ou um romance, a intenção é induzir o leitor à imaginação, forçando-o a criar suas próprias imagens mentais para embarcar na história, ao passo que o roteiro é um manual de instruções direcionado para uma equipe de trabalhadores especializados (diretor, técnicos e atores), que o usarão para construir imagens e entregá-las prontas para o espectador consumir. (…) Objetividade, clareza e encadeamento lógico são os requisitos a serem perseguidos”.

De fato, na construção de um roteiro, seriam dispensáveis figuras de linguagem tão caras à literatura, como hipérboles, metáforas, sinonímias, onomatopeias… Mas, e quando a literatura resolve abraçar a objetividade, clareza e encadeamento lógico do roteiro, a fim de tornar a experiência da leitura ainda mais imagética? Trago, aqui, um excerto de “O Farol e a Tempestade”, para confirmar, realmente, como o leitor “vê” a história[3]:

“‘O Senhor tem uma última chance de provar que estou errado. Fale agora ou cale-se para sempre…’

Suas últimas palavras ecoadas na altura impiedosa do farol fagulham em sua mente tão vívidas quanto o acelerar das batidas de seu coração. Rapidamente, Sam retira a corda do pescoço e salta de volta ao cômodo, arrancando um ranger do piso de madeira. Pega um binóculo e uma lanterna da velha prateleira e, sob o olhar assustado de Charles – que se aquece ao pé da lareira – , inicia uma descida abrupta pelos cerca de duzentos degraus da escada em espiral. Iluminados pelo facho de luz da lanterna, seus passos firmes fazem trepidar a velha estrutura de ferro.”

A versatilidade da linguagem de Romulo Felippe é tanta que ele, dentro de sua proposta, consegue até mimetizar os falares dos adolescentes, como nesta passagem, a primeira de “O Reino dos Morcegos[4]”:

“Meu nome é Fred. Frederico, na verdade. É que só a minha mãe me chama dessa forma – principalmente quando está zangada comigo. ‘Frederico, não faça isso, menino!’, costuma gritar. Logo que nasci, meu pai tratou de criar esse apelido, Fred. Mas meu velho não está mais aqui entre nós, e isso é uma longa história”.

Há uma paradoxal tendência em não se valorizar o infantojuvenil nos estudos literários, ao mesmo tempo em que o paradidático é adotado em várias escolas, muitas vezes, até, adquirido em editais, tornando-se o gênero mais vendido. Romulo, ao se debruçar sobre a escrita para “crianças”, demonstra essa sensibilidade, quiçá resgatando o menino de Cachoeiro, que morava perto dos Bragas. Em uma atitude coerente com o texto, ele convida a jovem Sarah Cohen, também escritora, que, aos 12 anos de idade, lê e prefacia o livro, vaticinando[5]:

“Para arrematar minha ideia, posso dizer que esta história vai levar você a uma volta no tempo e a uma emocionante aventura pelo mundo dos morcegos. E posso garantir: seu olhar sobre esses pequenos seres nunca mais será o mesmo…”   

Em várias entrevistas, facilmente encontráveis na internet, Romulo Felippe sempre se autodenomina “autor de fantasia”. Ouso, no entanto, discordar da conotação dada pelo autor ao sintagma, uma vez que, a rigor, toda literatura é fantasia. É imanente ao texto literário a linguagem conotativa, a hipertextualidade e a verossimilhança, como tal, um pacto subjacente de verdade que encontra contorno nos limites do texto. É Massaud Moisés, na obra “A criação literária: prosa”[6], quem afirma:

“De que resulta esse poder demiúrgico do romancista? (…) o ele utilizar com exclusividade e com franca liberdade os recursos da prosa de ficção. O romancista não sofre (ou não deve sofrer) coação de qualquer espécie, salvo aquela imposta pela própria obra que pretende criar.”

Antonio Soares Amora, em sua “Introdução à Teoria Literária”, assevera:

“De tudo isto temos que concluir que um escritor não é apenas um homem que pensa e sente de modo diferente do comum dos homens; é também um ‘artista’, que se empenha, tecnicamente, na expressão estrutural de sua obra, para que a estrutura obtida seja a mais adequada ao conteúdo que se deseja expressar e a mais eficaz para levar o leitor a compreender e sentir sua obra”.

Desta forma, Romulo Felippe não é um “escritor de fantasia”: ele é um “escritor”. Entendo a literatura como algo unívoco, porém, o Humano tem necessidade de classificações e rótulos e este foi cunhado para denominar uma gama de autoras e autores alijados da crítica literária. Esta “fantasia”, no entanto, não tem a ver com a “Literatura Fantástica” latino-americana, dos anos 1950/60, sobretudo, com expoentes como Borges, Cortázar, Casares, Márquez e, em certo modo, no Brasil, Dias Gomes e Jorge Amado que, em minha opinião, não se encaixaria, exatamente, neste padrão.

Estes “autores de fantasia” inspiram-se em outro cânone, de tradição anglófona, que tem como expoentes autores como Stephen King, J. R. R. Tolkien, C. S. Lewis e J. K. Rowling, por exemplo. Muitos são os escritores brasileiros que escrevem neste estilo, tais como André Vianco, Eduardo Spohr, Carolina Muñoz, Raphael Dracon, Eliana Louzada e, claro, Romulo Felippe. Suas histórias, de tramas férteis, complexas, arrebatam uma leva enorme de leitores, em sua maioria jovens, como nunca se vê em nosso país. São jovens que têm nesses livros a porta de entrada para o exercício da literatura e que podem, inspirados por eles, criar, também, suas próprias histórias.

Desta feita, eu me comprazo em ver a Academia Espírito-santense de Letras acolher um autor do quilate de Romulo Felippe, seja por sua trajetória, meticulosamente calculada, muito bem empreendida, seja pelas suas obras. Romulo fica conhecido como “o acadêmico do Centenário”, pois quiseram as Musas que o autor tomasse posse logo após o aniversário de 100 anos da instituição. Não é para qualquer casa, principalmente quando se fala de Cultura em um país que anda, cada vez mais, dando provas de orgulho à ignorância! Felippe foi eleito durante a pandemia, em uma eleição totalmente virtual, a primeira da nossa história. A Academia Espírito-santense de Letras não é uma anciã esclerosada, ao contrário, é uma instituição que conseguiu manter a tradição, modernizando-se. Acolher um autor que traz tanta novidade, que chega com o fôlego do contemporâneo, de um novo paradigma, de uma nova tradição, mas que mantém o amor e o compromisso com as letras como princípio, nos enche de júbilo e nos faz confirmar a certeza da nossa escolha.

Romulo Felippe: quiseram as mesmas Musas que, nesta noite, eu fosse o arauto da Academia e é em nome dela que eu lhe digo: Seja bem-vindo à Academia Espírito-santense de Letras! Seja bem-vindo à imortalidade!

Anaximandro Oliveira Santos Amorim, advogado, professor e escritor

Membro da Academia Espírito-santense de Letras (cadeira 40)

Mestrando em Estudos Literários – UFES

 

Refências:

 

AMORA, Antônio Soares. Introdução à Teoria da Literatura. São Paulo: Cultrix, 2006.

FELIPPE, Romulo. Monge Guerreiro: A coroa. A lança. O dragão. São Paulo: Cavaleiro Negro Editora, 2018.

_______________. O Farol e a Tempestade: e se a vida lhe desse uma segunda chance?. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2019.

_______________. Reino dos Morcegos. São Paulo: Cavaleiro Negro Editora, 2018.

MOISÉS, Massaud. A criação literária: prosa. São Paulo: Melhoramentos, 1979.

REY, Jovany Sales. O papel do cinema: guia prático do roteiro cinematográfico. Vitória: JEP, 2005.

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